Piazzolla – Concierto Hommage a Liége Piazzolla, com Daniel Binelli, Eduardo Isaac e Claudio Cruz

Piazzolla – Concierto Hommage a Liége Piazzolla, com Daniel Binelli, Eduardo Isaac e Claudio Cruz

Um encontro inédito de músicos brasileiros e argentinos vai homenagear o maestro Astor Piazzolla, cuja morte completa 25 anos em 2017. Nos dias 15 de julho, às 21h00, e dia 16, às 18h00, no Teatro do SESC Pompeia, o duo internacional argentino Daniel Binelli (bandoneon) e Eduardo Isaac (violão) se une aos violinistas Claudio CruzAdrian Petrutiu, Victor De Vincenzo, Marcela Oliveira, Gabriel Marin (viola), Alceu Reis (violoncelo), Sergio Oliveira (contrabaixo) para executar o Concierto Hommage a Liége Piazzolla (Concerto Double), jamais realizado com essa formação no Brasil. Piazzolla-mont

Para se ter ideia da importância da reunião desses músicos, é preciso lembrar que Daniel Binelli foi o bandoneonista do New Tango Sextet, tocando junto a Piazzolla em várias turnês internacionais e gravações de vídeos e discos. Eduardo Isaac é considerado o melhor intérprete de Piazzolla em violão do mundo. E Claudio Cruz é um dos maiores intérpretes brasileiros do músico argentino, ganhando um Grammy Latino, em 2002, pelo disco de tangos Astor Piazzolla, além de ser considerado um dos maiores virtuosos de violino do Brasil.

A idealizadora do espetáculo, a produtora Amália De Vincenzo, afirma que há anos tenta trazer esse concerto para o Brasil. “Agora, deu certo e ainda coincidiu com os 25 anos da morte do Piazzolla”, diz. Amália afirma que já tinha contratado os dois músicos argentinos, quando teve a ideia de convidar Claudio Cruz para integrar o concerto. “Quando Claudio ouviu o nome de Binelli, aceitou imediatamente. Foi fantástico”, conta.

Escrito para bandoneon, violão e orquestra de câmara, O Concierto Hommage a Liége(Concerto Double) vai ser executado, pela primeira vez no Brasil, com um acordeon, um violão, cinco violinistas, um violoncelo e um contrabaixo.

Além do virtuosismo técnico dos instrumentistas, durante a apresentação, Daniel Binelli vai relatar a vivência que teve com o compositor e amigo Astor Piazzolla. “Binelli foi do sexteto durante os três últimos anos da vida de Piazzolla. Então, ele tem muito caso pra contar . Ee ele é engraçadíssimo. Vai ser uma apresentação bem leve, nada formal”, afirma Amália.

 

 

Cláudio Cruz

Iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz, posteriormente, recebeu orientação de Erich Lehninger e Maria Vischnia, como extensão de sua formação, frequentou cursos ministrados por Joseph Gingold, Chaim Taub, Kenneth Goldsmith e OlivierToni. Vencedor de diversos concursos no Brasil, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 1985 e 1997, ganhador do Prêmio Carlos Gomes em 2002 como camerista e 2006 como solista instrumental, Prêmio Bravo em 2011 e o Grammy Awards em 2002.  Em 1991, estreou na Europa como solista da Kammerorchester Berlin, sendo aclamado como “grande intérprete de Mozart” pelo jornal Berliner Morgenpost. A partir de então, Cláudio Cruz tem sido convidado a atuar como solista e camerista em países. Spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo desde 1990, foi primeiro violino do Quarteto Amazônia e atualmente é primeiro violino do Quarteto Carlos Gomes. Em intensa atividade como regente, apresenta-se frequentemente na Europa, Ásia e com algumas das mais importantes orquestras brasileiras.  Foi Regente Titular das Sinfônicas de Ribeirão Preto e de Campinas, Diretor Musical da Orquestra de Câmara Villa-Lobos. Atualmente é Regente e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e Diretor Artístico da Oficina de Música de Curitiba.

 

Daniel Binelli

Viajou o mundo como membro do sexteto de Astor Piazzolla, além de arranjador da Orquestra de Osvaldo Pugliese. Em 2014, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais estreou sua peça feita exclusivamente para o grupo, Suíte para Harpa e Orquestra, interpretada pela harpista Giselle Boeters. Além disso, compôs três concertos: um para bandoneon, um para piano e outro para viollão e orquestra. Ele foi comissionado pela Utah State University por um concerto para piano, bandoneon e orquestra.

Binelli foi solista de orquestras como Philadelphia Orchestra, Atlanta Symphony, Virginia Symphony, Sydney Symphony, Montreal Symphony, Dayton Philarmonic, St. Peterburg Symphony, entre outras. Alguns dos regentes com quem Binelli trabalhou inclue Charles Dutoit, Lalo Schifrin, Franz Paul Decker, Robert Spano, Joann Falletta, Giselle Ben-Dor, Isaiah Jackson, Michael Christie, Lior Shambadal e Daniel Schweiter. Binelli regeu a Opereta de Piazzolla: María de Buenos Aires na Sicilia (Italia) com a cantora italiana Milva. recentemente gravou um documentário para a PBS chamado “Tango the Spirit of Argentina” e um documentário da BBC sobre a vida de Astor Piazzolla.

 

Eduardo Isaac

Ganhou o primeiro prêmio em competições internacionais de importância global: Infanta Cristina (Madrid), Andrés Segovia (Palma de Mallorca), Rainha Fabiola, de Namur (Bélgica). Em 1990, começou a gravar para o selo GHA RECORDS (Bruxelas) uma série de discos de grande significado dedicados ao repertório do século XX. Fez inúmeras turnês em cidades ao redor do mundo. É solista convidado em grandes números de orquestra sendo algumas delas a Orquestra Sinfônica de Montreal (Canadá), Orquestra Sinfônica Nacional da Bélgica sob regência de Octors Georges, Orquestra Sinfônica de Córdoba (Espanha) sob regência de Leo Brouwer, da Orquestra Sinfônica Nacional da Argentina sob regencia de Pedro Calderón. Em 2009, gravou com a Orquestra Sinfônica Orquestra Salta para a Sony Classical. Professor de master classes repertório e técnica instrumental no Brasil, México, EUA, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Bélgica e França. Na Argentina é um professor da Universidade Autônoma de Entre Rios e presidente da Latin American Music Conservatory “Luis Gianneo” Mar del Plata. Recebeu o Konex como um dos principais figuras da música clássica Argentina.