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Tiquatira Jazz Festival em Sampa!

Entrevista e informações enviadas por Vanessa Fereira, do Grupo Bloop, produtor do evento

Como surgiu o projeto do Festival?
No ano de 2015, nós fomos aprovados pelo programa VAI (Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais) para gravar o nosso primeiro disco autoral e promover concertos didáticos de apreciação de jazz e música instrumental. Passamos o ano passado inteiro fazendo concertos por CEUS, Centros Culturais e Teatros na Zona Leste para alunos de escolas públicas e sempre distribuindo os discos gratuitamente.

O conceito dele foi desde o início ou foi sendo elaborado aos poucos?
A ideia do festival surgiu como uma maneira de ampliar esse projeto, já que não existe maneira mais democrática de promover novas experiências culturais do que na rua e gratuitamente.

Porque Tiquatira?
Tiquatira é o nome do rio que corta o parque onde os concertos acontecerão e também o nome pelo qual todos os moradores do bairro costumam chamar aquela região. O festival vai acontecer na concha acústica desse parque.

Como e porque foram escolhidas essas bandas para comporem a programação?
Sabemos que a música instrumental autoral, principalmente a que acontece hoje de maneira independente, não costuma encontrar canais tradicionais de distribuição, como rádios e televisão. Então nosso critério primário era o de que as atrações fossem completamente autorais e que estivessem fase de produção ou lançamento de discos autorais.

Que atividades estarão presentes durante o Festival?
Nós vamos distribuir uma revista pequena com um conteúdo didático relacionando o jazz e a música instrumental brasileira e indicando alguns artistas-chave e caminhos de pesquisa para quem tiver interesse em conhecer mais sobre esse tipo de música. Também vamos disponibilizar para venda os nossos discos e os discos de todos os grupos que vão se apresentar. O Festival vai acontecer em conjunto com as comemorações da primavera promovidas pela subprefeitura da Penha, então quem estiver no parque terá opções de alimentação e/ou feirinhas diversas.

Estarão sendo lançados cds durante o evento?
A data faz parte dos concertos de lançamento do disco do Projeto Unknown e do Grupo Bloop. Os discos “Entre Nós” (Fabrizio Casaletti Quarteto) e “Ânimo” (Alexandre Vianna Trio) foram lançados há poucas semanas. O Sexteto do Daniel Coelho está finalizando a gravação de seu disco.

 

PROGRAMAÇÃO

Data: 18/09 – Domingo
Local: Concha Acústica do Parque Tiquatira na Avenida Governador Carvalho Pintotiquatira-festival

 

10h00 – Grupo Bloop
O Grupo Bloop mistura influências da música contemporânea com ritmos brasileiros e improvisações do jazz o grupo começou a compor, ensaiar e se apresentar com esse tipo de repertório ainda pouco explorado em nosso país, mas, ainda assim, muito bem recebida. Novas influências e novos horizontes musicais sempre norteiam a filosofia do grupo, isso os levou a incorporar outras formas de fazer música. Incorporar instrumentos de percussão de outros lugares do mundo ou aderir ao processamento sonoro feito por computador são fatores que sempre criam novas possibilidades musicais no grupo. Outra particularidade foi a reinterpretação da voz, colocando-a como um instrumento musical solista e acompanhador, criando novas texturas na música instrumental.

Bruno Hernandes (bateria e composições), Hellen Bagestero (voz), Lucas Garcia (guitarra e composições) e Vanessa Ferreira (Baixo).

11h30 – Alexandre Vianna Trio

O Alexandre Vianna trio teve início a partir do desejo de explorar a sonoridade na formação de trio, tanto na performance quanto nas composições. As influências musicais de cada um dos integrantes, que percorrem tanto o jazz como a música brasileira instrumental, contribuem para apresentar um repertório autoral e inédito. “O trio está em constante evolução. A música que tocamos é um reflexo de quem somos como seres humanos. Nossa missão é atenuar as diferenças entre a vida e a música, e tentar expressar a forma mais crua de nosso ser. Aprendemos que a música pode conter tudo: a beleza do nosso ser, e também o nosso lado “feio”. Trata-se de apresentar uma imagem completa do músico, não filtrada. Temos o interesse em aprender e desenvolver a nossa expressão na música.”

 Alexandre Vianna (piano), Rafael Lourenço (bateria) e João Benjamin (contrabaixo).

13h00 – Fabrizio Casaletti Quarteto
Em 2013 Fabrizio Casaletti (guitarra), Bruno Tessele (bateria) e Daniel Ribeiro “Pezim” (baixo) tocaram pela primeira vez juntos na III Mostra de Jazz de São Paulo. A partir daí começou o projeto do disco Entre Nós – que significa a fonte criadora da vida que é compartilhada por tudo que existe no universo. Fabrizio levou seis músicas compostas em diferentes épocas de sua vida e convidou o pianista José Luiz Martins para integrar o grupo. O disco foi gravado em novembro de 2015 e também contou com a participação do saxofonista Lucas Macedo em uma das faixas.

14h30 – Daniel Coelho Sexteto
Em seu primeiro trabalho solo o baixista e compositor Daniel Coelho explora composições inéditas e faz releituras de suas composições já gravadas por outros artistas como a cantora Hilda Maria, o cantor Guto Leite, grupo Casa7 e Trio Tarrason. O sexteto é formado por 2 saxofones tenores, Raphael Ferreira e Vinicius Corilow; 2 guitarras, Caetano Ribeiro e André Bordinhon; bateria, com Dhieego Andrade e Daniel Coelho no baixo acústico. Com esta formação distinta, a sonoridade do grupo se mostra através de influências do jazz, rock e música brasileira. Tem como grandes referências nacionais compositores do movimento Clube da Esquina como Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta, Milton Nascimento, e como maior referência internacional, o grupo Brian Blad e & the Fellowship Band, liderado pelo baterista Brian Blade e pelo pianista John Cowherd.

16h00 – Projeto Unknown
Gustavo Bugni (piano), Cuca Teixeira (bateria), Djalma Lima (guitarra) e Bruno Migotto (contrabaixo)
possuem larga vivência na música instrumental brasileira, tendo tocado ao lado de alguns dos maiores nomes do cenário nacional e internacional. Liberdade, identidade e criatividade são as palavras de ordem do grupo. O Projeto Unknown é o resultado disso: quatro representantes da música instrumental brasileira juntam suas experiências e dão vazão à sua criatividade – longe de ser um grupo de tributo (o repertório é predominantemente autoral), é no Projeto Unknown que esses quatro músicos encontram um lugar comum, e ao mesmo tempo, expressam suas individualidades.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=_kk3-WdN5hg