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Lelo Nazario celebra seu aniversário de 70 anos com novo álbum

Vereda é o mais recente trabalho solo de Lelo Nazario, figura de proa da música instrumental brasileira. Lançado em julho de 2026, o álbum reafirma o projeto musical do artista:

Na música, minha escolha foi sempre pelo caminho do ineditismo e da criação original, fugindo do atalho fácil da imitação”, afirma Lelo no encarte digital do disco.

O álbum traz sete faixas inéditas e uma regravação em novo arranjo. As músicas foram concebidas em diferentes fases da jornada do músico, mas todas elas refletem a sua procura constante por uma beleza incomum.

Para a criação do álbum, Nazario utilizou piano acústico e elétrico, diversos samples de instrumentos e vozes, vários sintetizadores e sons processados ​​em estúdio. Além de Lelo, o álbum conta com a participação de Zeca Assumpção, Felix Wagner, Teco Cardoso, Sílvio Mazzuca Jr. e Marcos Suzano.

Vereda também carrega um significado especial. O álbum celebra o aniversário de 70 anos do compositor e pianista que fundou o Grupo Um, tocou com grandes artistas e criou uma música de invenção – contemporânea, multidimensional e transformadora.

O álbum vem se somar a uma das mais significativas e originais discografias da história da música instrumental brasileira. Com uma longa e inovadora carreira, Nazario consolidou-se como um dos principais nomes da vanguarda no país, destacando-se pela originalidade e pela fusão única de uma multiplicidade de gêneros e linguagens.

 

 

Segundo Lelo: Vereda tem, entre os seus vários significados, o sen3do de escolha, o rumo que cada um traça para a própria vida. Na música, minha escolha foi sempre pelo caminho do inedi3smo e da criação original, fugindo do atalho fácil da imitação. Este novo álbum tem este significado: as músicas foram concebidas em diferentes fases do percurso, mas sempre trazem a procura por uma beleza incomum.

 

Vereda já está disponível no Bandcamp e, em breve, nas plataformas de streaming. Quem adquirir o álbum no Bandcamp, terá acesso a um encarte digital com texto de Lelo sobre cada uma das faixas, além de fotos inéditas. 

https://lelonazario.bandcamp.com/album/vereda

 

Vereda:

Lelo Nazario – piano, Fender Rhodes, synths, samples
Zeca Assumpção – baixo acústico
Felix Wagner – piano
Teco Cardoso – flauta
Silvio Mazzuca Jr. – baixo acústico
Marcos Susano – percussão

 

 

REPERTÓRIO

 

A Perspec)va da Nuvem, de 2024, que inicia o álbum, traz linhas inteiras de samples de sax soprano e vozes sem nenhuma alteração, de modo que a maneira de compor a música se inverte: compus toda a estrutura e a harmonia tendo como diretriz as linhas predefinidas dos próprios samples, sem modificá-los. A superposição das vozes também ditou a forma como a harmonia se desenvolve. A bateria composta com fragmentos de samples também traz uma sonoridade interessante para a composição.

Igualmente realizada sobre uma base rítmica montada com fragmentos de bateria, Memórias Longínquas de um Passado Recente, também de 2024, traz o piano acús3co como base sobre a qual o tema é exposto pela soma de vários sinte3zadores. A estrutura é tema–improviso–tema e para o improviso usei um Fender Rhodes, meu instrumento predileto…

Objeto Circular No 3 foi composta em 1999 como parte de um projeto realizado pelo compositor e pianista Benjamim Taubkin, chamado Paralelas, e gravada ao vivo por  Alberto Ranellucci na Sala Azul do Itaú Cultural, em São Paulo. Além de mim (teclados), par3cipam desta faixa Teco Cardoso (flauta), Sílvio Mazzuca Jr. (baixo) e Marcos Suzano (percussão).

Como o próprio ^tulo indica, Objeto Circular No 3 apresenta uma estrutura harmônica circular, sobre a qual a melodia é executada num sinte3zador Ensoniq TS-12 e dobrada pela flauta.

Compus Canto Metálico em 2015 para uma apresentação do Duo Nazario no Zildjian Day, em São Paulo. A peça tem uma introdução feita com sinte3zadores e sons de diversos pratos Zildjian modificados em estúdio. Nesta gravação, o tema se desenvolve também sobre uma bateria montada com samples (na versão original apresentada no evento, a bateria ficou por conta do meu irmão Zé Eduardo, claro) e termina com um improviso meu no bom e velho Fender Rhodes.

Claridade, de 1997, valsa para piano que escrevi inspirado nas concepções harmônicas do compositor e pianista Clare Fischer, foi gravada pela primeira vez no meu CD Simples (1998).

Aqui, a música aparece num arranjo belíssimo do meu querido amigo e parceiro no Grupo Um e no Symmetric Ensemble, o pianista Felix Wagner, em registro feito por ele em Munique em 2008, ao qual acrescentei o acompanhamento do meu piano elétrico (texto por Lelo Nazário).