Argentina

Martín Freiberg apresenta suas armas musicais

O baterista Martín Freiberg continua a desenvolver sua carreira como líder, compositor e arranjador, liderando este projeto que reúne um amplo caldeirão de gêneros musicais. Nesta ocasião, seguindo essa linha, Freiberg cobre, junto com o talentoso Patricio Bottcher no sax soprano, Tomas Fares no piano e Sebastián de Urquiza no contrabaixo, “Ludmila”, um clássico do herói do gênio musical, Luis Alberto Spinetta.

Wilson Garzon – Conte-nos um pouco sobre a sua formação musical: a sua escolha pela bateria, professores, escolas.

Martín Freiberg – Quando eu era criança, aprendi de forma autodidata com a bateria do meu pai Gustavo. Na adolescência, ingressei no conservatório de música clássica e, adulto, terminei minha licenciatura em jazz, no Conservatório Superior de Música Manuel de Falla. Estudei com Sergio Verdinelli e Eloy Michelini. Minhas escolhas de bateristas são Mark Guiliana e Justin Brown.

WG – Quando e como se deu a entrada do jazz na sua história musical? Quais foram as maiores influências na sua formação como baterista/músico? No seu início, que grupos aos quais participou foram importantes na sua trajetória?

MF – O jazz entrou na minha história musical através do meu pai. Minhas maiores influências na minha formação como baterista e músico foram Jack DeJohnette, Tony Williams, Keith Jarrett e Pat Metheny ou qualquer músico do selo ECM. No início, participei dos grupos de Julia Moscardini, Mariano Loiacono, Adrián Iaies e Dino Saluzzi.

 

 

WG – Em 2020, você lança seu primeiro trabalho: ‘La Montaña Libre‘. Ele é todo autoral? Ele poderia ser uma síntese da sua carreira musical? Que músicos fizeram parte desse disco?

MF – Em ‘La Montaña Libre‘ há 5 músicas minhas e 2 versões: um movimento de ‘Pictures at an exhibition‘ e música dos Beatles. Eu diria que é uma síntese do início da minha carreira musical. Os músicos que fizeram parte deste álbum são: Patricio Bottcher no sax soprano, Tomas Fares no piano e Sebastian de Urquiza no contrabaixo.

WG – Já em 2021, você lança seu segundo trabalho: ‘El Nuevo Día para Tocar‘. Ele seria uma continuação do que você propôs no primeiro ou teria um outro conceito?’ Como foram as gravações: tranquilas? Em que estúdio?

MF – ‘El Nuevo Día para Tocar‘ é uma continuação do que propus no primeiro, com a intenção de soar mais vivo, mais fresco. Gravado como parte do show que foi transmitido por plataformas virtuais em dezembro de 2020 do estúdio de gravação Doctor F., editado, remixado e masterizado por Cherno Rojkin e com arte de capa de Julieta Grinberg, o single vem acompanhado do registro visual daquele dia.

WG – Que músicos fizeram parte desse novo projeto? 

MF – Os músicos foram os mesmos de ‘La Montaña Libre‘: Patricio Bottcher no sax soprano, Tomas Fares no piano e Sebastian de Urquiza no contrabaixo.

WG – Exceto ‘Ludmila’, que é uma composição de Spineta, todas as outras são de sua autoria? Conte-nos um pouco sobre o processo de criação de cada uma delas.

MF – Com exceção de ‘Ludmila’ e ‘Un Paso Más’ (que é uma versão da música do antigo grupo do meu pai), todas as outras são minhas*. Busquei misturar os estilos musicais que já vinha trabalhando com outros mais próximos da minha cidade, como o tango e o candombe.

WG – Em relação à divulgação, o que já fez ou pretende fazer em relação a ‘El Nuevo Día para Tocar’?

MF – Participei de um festival de jazz no final do ano passado e gostaria de apresentar a música em outras cidades do meu país e porque não no Brasil, Uruguai e arredores. Pretendo gravar um novo álbum. Gostaria de construir uma formação mais elétrica com bandoneon, para continuar misturando o jazz mais abstrato com melodias simples, rock e pop com métricas irregulares, música progressiva e acadêmica com improvisação livre.

  • Músicas autorais de Freiberg: ‘Bobo’, ‘Que Pin, Que Pán’, ‘Y sin embargo, se mueve’, ‘Doble Nuca’, ‘El anillo de sacrifício’ e ‘Espantapájaros’.

 

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Os discos, ‘La Montaña Libre e El Nuevo Día para Tocar‘ estão disponíveis na página de Martín Freiberg.